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VIDAS DA VIDA

 

CONT.

Vidas da Vida é a estória de alguém a espera de um reencontro com a pessoa amada, após 30 anos. Talvez a espera de um milagre que mude toda sua vida. Se o milagre acontecerá ou não,vocês verão no decorrer dos capítulos. Só sei dizer que a vida reserva surpresas...

CAPITULO 11

A gravidez me deixou muito feliz. Comprava as roupinhas dos bebês, e muito me alegrava escolher cada peça com muito amor.
Os bebês me faziam esquecer a espera de viver um grande amor.O desejo de amar e de ser amada com um grande com grande euforia.
Mas, ao mesmo tempo sentia medo da ser mãe, medo de não estar preparada para educar duas crianças ao mesmo tempo!
Toda essa alegria e medo se misturaram ,quanto comecei a sentir um mal estar, enjôos,falta de apetite e achava estranho pois já estava no quinto mês de gestação!
Fui ao médico,e tive que ficar internada para exames,pois havia suspeita de que eu havia contraído uma virose.
Meus pais vieram para  me fazer companhia no hospital. Eles se revezavam, meu pai ficava comigo durante o dia e minha mãe ficava durante a noite. Meu marido passava no hospital apenas quando saía da fábrica, não ficava muito tempo ,pois não gostava de hospital... E pergunto, quem é que gosta de hospital?
Eu me sentia emocionalmente frágil,pois não sabia até que ponto esse vírus poderia afetar meus bebês. Naquele tempo,não havia ulta-sonografia e outros exames que existem hoje.
Depois de 7 dias internada o médico clínico me deu alta, disse que por ele eu já poderia ir para casa para terminar de me restabelecer,mas dependia também da autorização do obstetra que estava me acompanhando,que era competentíssimo, inclusive era   diretor do hospital.Porém ele veio conversar comigo e disse que eu ainda deveria ficar hospitalizada por mais alguns dias.
E naquele dia tive o maior desgosto da minha vida, Flávio ao vir me visitar como fazia todas as tardes e soube que eu ainda continuaria no hospital,começou a gritar comigo,querendo saber porque eu não iria pra casa, porque não pedi explicações ao obstetra...E em momento algum, ele pensou que eu era a paciente, que eu estava grávida de gêmeos, doente e fragilizada!
Ele se "expressava" tão alto que um médico, que estava no quarto ao lado, veio ver o que estava acontecendo. Me senti muito envergonhada com a situação. Buscava  justificativas para aquela atitude dele. Será que nosso amor era uma mentira, tinha perdido a autenticidade, estavamos ludibriando a nós mesmos...?
Na manhã seguinte o obstetra veio até meu quarto e me pediu que transmitisse um recado ao meu marido, que dissesse que ele não era irresponsável de me mandar pra casa e eu ter que voltar, com sintômas de aborto, eu dorria risco de perder os bebês!
Um sentimento de solidão e tristeza tomou conta de mim!
Queria ter a certeza de ser amada pelo pai dos meus filhos. E onde ele estava, naquele momento que sentia dilacerar meu coração...

 

CAPITULO 12


Poucos dias depois já estava em casa,tendo que ficar de cama ,sem poder me levantar e sair de casa. Mesmo os médicos me tranquilizando que os bebês não tinham sido afetados pelo vírus, sempre sentia algum mêdo. Queria um chamego, um afago e via a pessoa querida se afastar..., então sofria ainda mais.
Três meses e meio se passaram... e o momento da chegada se aproximava. Até que o dia da cirurgía chegou e meus bebês nasceram , pequeninos, mas sadios! Eram um menino e uma menina, e escolhi os nomes Eduardo e Maria Eduarda. Foi um sentimento de amor, maravilhosamente vivido com a chegada das novas vidas. Duas estrelinhas que vieram pra iluminar minha vida, me dar força para viver!
Dias depois, estavamos todos já em casa, muito trabalho, mas muita alegria também!
Tive bastante ajuda: minha mãe, minha sogra e também uma babá.
Com tanta ajuda,vi que não era tão difícil cuidar dos gêmeos...
E cada dia que se passava eles ficavam mais espertos e eu muito alegre. Flávio ficou alegre também, mas não tanto, quanto eu e também os avós!
O meses foram se passando,meus pais já tinham retornado pra Porto Alegre e eu estava ansiosa para voltar a ter minha vida  normal novamente. Minha lojinha estava a minha espera.
Com a ajuda de uma secretária do lar,de uma babá e também de minha sogra, pude voltar ao trabalho que tanto gostava.
Combinei com  minha amiga, sócia e agora comadre Sandra ( convidei Sandra para ser madrinha de Maria Eduarda) para que eu fosse somente após o almoço. Ela abriria a loja e eu fecharia. Assim fui levando minha vida e meus filhos iam crescendo...


 



- Postado por: Maryam às 20h30
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